sábado, 10 de outubro de 2020

Num sinal de transito por aí

 Um pedestre e oráculo nas horas vagas que aguardava para atravessar a avenida do estado (aos quintos com regras para nome próprio) na conturbada e masturbadora cidade de são paulo; fitou-me entre outras dezenas de pessoas e disse:

- O gigante acordou! Ele está prestes a devorar nossas almas. Irá nos poupar o trabalho de ter de voltar ao pó, e ainda assim, um outro esforço de ter de limpar esses restos últimos da existência humana na terra.

Percebi que o devaneio ou desejo, seja lá qual for; era relacionado a um grande asteroide pronto para colidir com nosso planeta.

- Seja bem-vinda, ó grande estrela! Acabe de vez com nossa estupidez e mesquinhez! Faça-nos dizer adeus a Deus; e que ele agora, crie uma nova espécie: mais aterradora ainda do que essa que está por desaparecer (...!)

O sinal abriu. As pessoas voltaram-se para tudo o que parecia ser normal. O profeta momentâneo, então, deixou de me fitar. Pegou o celular e consultou rapidamente suas mensagens. Guardou o aparelho no bolso, e seguiu apressadamente atrás do fluxo de pessoas que atravessavam`a avenida.

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