Queria ser um poeta
ser uma obra
quem sabe uma música;
uma escultura
uma tela, que mesmo imóvel, presa na inépcia
traga a placidez momentânea
Queria eu, não ter as culpas
não agredir o tempo
Agora...
pelo presente: passo a querer
e trago do passado, apenas o tirocínio
dos feitos e suas mensagens; do que vi passar
dos que me guiaram
hão de querer, o futuro desvendar
Imperioso?
Afirmação?!
Ambiguidade?
Vale-me o que desejo;
com a seiva do corpo
olhos que sabem sorrir
longe do isolamento
e, perto o bastante, da vontade!
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