sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Eu e o fantástico

 

Ontem, comprei um cavalo alado. Estava em liquidação. Não sei se a aposta no quadrupede voador foi de longe a mais insana ou, porque as pessoas estão deixando as utopias de lado. A vendedora, muito simpática por sinal, mostrou-me os funcionamentos básicos, alertando também da segurança – e de não utilizar sela em hipótese alguma – tentativa essa, que poderia irritar o fantástico animal.

 

Cheguei em frente a minha casa com o robusto alazão. Amarrei-o próximo ao portão. Deixei ao menos uns três metros de corda para que o corcel pudesse exercitar suas asas. Abri a porta.  Não contendo minha ansiedade fui tratando de dizer diretamente qual era a surpresa

 

-“ Atenção família, comprei um lindo cavalo alado para nós, ele está no por…” mal consegui terminar a frase ensaiada para o momento, percebi que não havia ninguém em casa. Entrei em todos os cômodos e não encontrei sequer um alma para apreciar minha aquisição(…)

 

Na mesa de centro, havia um bilhete:

 

- “ Querido, fomos ao sítio da tia Amélia. Saudades da natureza, dos bichos e principalmente, de andar de charrete. Não se preocupe, voltaremos antes do anoitecer!”

 

PS: Te amamos.


Liberdade assistida

  A tia exibida do meu amigo João, disse que antes, tudo era bom! Ela tinha uma viril empregada chamada Maria, filha de dona Jandira, dom...