terça-feira, 4 de julho de 2017

Algumas perdidas linhas encontradas

Poderia ser sobre política e humanidade;
aproveitando o momento
e, quem sabe
colocar para fora toda minha indignação (...).
No entanto
paradoxalmente ou não
resolvi contrariar o tópico frasal
daqueles que regras seguem:

ainda bem que são folhas
pior seria se fossem estilhaços de bomba.
para que servem as cândidas faixas das ruas
se não as utilizamos?
os jardins têm vida e morte –
e toda árvore oferece sua sombra a quem necessita.
para que as gravatas nas gaivotas?
olhai os lixos nos campos
nos cantos
ninguém liga
ninguém sabe
ninguém viu
bitucas descartadas nas ruas
são o mau hálito das cidades.

o perfume é uma forma de mensagem.
deixe-nos amar
sem que recebamos necessariamente
o amor desejado –
é como um organismo
que cria anticorpos

é tão bom falar de amor
sem apelar para o desespero.
sim, a vida cria conflitos de interesse –
é como empresa e mercado
e por falar em mercado
o cliente não é mais o rei
ele regrediu
deixou de pensar autônomo
aceitou os reflexos
pasmem!...ainda existem corporações com muralhas internas –
ainda existe o desejo de ser apenas “chefe encapotado”
nada mais, e assim, dispor de autoridade estatutária

não basta transmitir conhecimento
se nem todos sabem tudo –
nasceu pobre
ainda é pobre
e assim vai ficar (...?)

tensões e acomodações
andam de mãos dadas
há coisas que se perdem pelo caminho –
deixadas são anuladas
resgatá-las, têm seu risco
o ímpeto, é como um artefato
criado pelo homem
ou veio com a vida?
envelhecer com saúde
tem a ver com as decisões que tomamos na vida?
que tal dormir entre sete e nove horas por dia?!
não é só saber ler
mas ter a pratica efetiva –
ler para dialogar com a imaginação
com o mundo –
estimular as células
que insistem

e sobrevivem 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Liberdade assistida

  A tia exibida do meu amigo João, disse que antes, tudo era bom! Ela tinha uma viril empregada chamada Maria, filha de dona Jandira, dom...