Poderia ser sobre política e humanidade;
aproveitando o momento
e, quem sabe
colocar para fora toda minha indignação (...).
No entanto
paradoxalmente ou não
resolvi contrariar o tópico frasal
daqueles que regras seguem:
ainda bem que são folhas
ainda bem que são folhas
pior seria se fossem estilhaços de bomba.
para que servem as cândidas faixas das ruas
se não as utilizamos?
os jardins têm vida e morte –
e toda árvore oferece sua sombra a quem necessita.
para que as gravatas nas gaivotas?
olhai os lixos nos campos
nos cantos
ninguém liga
ninguém sabe
ninguém viu
bitucas descartadas nas ruas
são o mau hálito das cidades.
o perfume é uma forma de mensagem.
deixe-nos amar
sem que recebamos necessariamente
o amor desejado –
é como um organismo
que cria anticorpos
é tão bom falar de amor
sem apelar para o desespero.
sim, a vida cria conflitos de interesse –
é como empresa e mercado
e por falar em mercado
o cliente não é mais o rei
ele regrediu
deixou de pensar autônomo
aceitou os reflexos
pasmem!...ainda existem corporações com muralhas internas –
ainda existe o desejo de ser apenas “chefe encapotado”
nada mais, e assim, dispor de autoridade estatutária
não basta transmitir conhecimento
não basta transmitir conhecimento
se nem todos sabem tudo –
nasceu pobre
ainda é pobre
e assim vai ficar (...?)
tensões e acomodações
andam de mãos dadas
há coisas que se perdem pelo caminho –
deixadas são anuladas
resgatá-las, têm seu risco
o ímpeto, é como um artefato
criado pelo homem
ou veio com a vida?
envelhecer com saúde
tem a ver com as decisões que tomamos na vida?
que tal dormir entre sete e nove horas por dia?!
não é só saber ler
mas ter a pratica efetiva –
ler para dialogar com a imaginação
com o mundo –
estimular as células
que insistem
e sobrevivem
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